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Carlos Herrera

foto do Carlos Herrera na escola

A primeira vez que me lembro de ter interesse pela joalheria foi ainda criança quando fui ao Museo del Oro em Bogotá. Lá fiquei fascinado com a abundância e majestosidade das peças pré-colombianas, desde os pequenos enfeites corporais do cotidiano até os grandes peitorais, coroas e recipientes usados em rituais religiosos. Antes da invasão e colonização do território que hoje corresponde à Colômbia pelos espanhóis, os povos originários já possuíam amplo conhecimento da metalurgia de metais preciosos, favorecido por sua abundância e pelo uso desses materiais em rituais religiosos.

 

Desde então fiquei inquieto sobre como seria o processo de fabricação destes artefactos maravilhosos. Mas só alguns anos depois e após 5 anos de faculdade de Zootecnia na Universidad Nacional de Colombia e por um acaso. Em 2005 tive o primeiro contato físico com a joalheria em um curso livre na mesma faculdade e fiquei fascinado pela plasticidade do metal, além das infinitas técnicas que podem ser usadas para construir uma joia.

 

Em 2006 depois dos primeiros cursos já comecei a comercializar as primeiras joias mesmo tendo que refazê-las várias vezes antes de chegar no resultado desejado. Em 2010 tive meu primeiro contato com a Filigrana, muito presente na joalheria colombiana, na Escola de artes e ofícios Santo Domingo em Bogotá. Tinha muito interesse pela técnica, mas eu achava que o resultado era antiquado. Mais uma vez me apaixonei pela joalheria, e essa paixão me levou a buscar conhecimento em outros locais onde ela está presente como Mompox na Colômbia no 2012, Natividade no Tocantins Brasil no 2018 e Gondomar, Portugal no 2019. 

Em 2010 tive meu primeiro contato com a filigrana, técnica muito presente na joalheria colombiana, na Escola de Artes e Ofícios Santo Domingo, em Bogotá. Apesar do grande interesse pela técnica, na época eu ainda via seus resultados como antiquados. Esse encontro, no entanto, reacendeu minha paixão pela joalheria e me levou a buscar aprofundamento em outros locais onde a filigrana é tradição: Mompox, na Colômbia (2012); Natividade, no Tocantins, Brasil (2018); e Gondomar, em Portugal (2019).

Em 2012 vim a São Paulo para uma breve temporada, com o objetivo de aprender um pouco de português. O que era provisório acabou se transformando na minha nova casa. Não foi fácil ser imigrante nem começar a trabalhar como ourives nas oficinas do centro de São Paulo, com ferramentas emprestadas e bancadas sublocadas. Ainda assim, pouco a pouco, fui construindo meu espaço no mercado.

A partir de 2015, passei a ministrar diversos cursos de filigrana em escolas no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e São Paulo em paralelo à construção da marca Carlos Herrera Joalheria. 

Em 2025 dei um passo importante com a criação do Atelier Carlos Herrera com o objetivo de compartilhar meu conhecimento em joalheria e principalmente em filigrana.

FORMAÇÃO

 

Trabalhador Qualificado de Joalheria

Servicio Nacional de Aprendizaje, Centro de metalurgia.  

Bogotá, Colombia - 2006

 

Curso de Design, Produção, Acabamento e Mecanismos de Peças de Joalheria Colombiana

Artesanías de Colombia

Bogotá, Colombia - 2006

 

Filigrana 

Escuela de Artes y Oficios Santo Domingo

Bogotá, Colombia - 2010

 

Desenho Básico em Rhino

Escuela de Artes y Oficios Santo Domingo

Bogotá, Colombia - 2011

 

Estilista de Joias

SENAI

São Paulo, SP - 2015

 

Curso de Keum Boo e Cincelado 

Jorgc Escola de Joieria

Barcelona, Espanha - 2019

 

Visita Técnica - Curso do Filigrana 

Cindor 

Gondomar, Portugal - 2019

 

Modelista de Joias 3D-Rhinoceros

SENAI

São paulo SP 2023

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